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sábado, 10 de novembro de 2012

Esmaltes com Logística Reversa

Maria Helena Soares, manicure há 40 anos, passou a vida misturando cores para agradar suas clientes. De suas misturas bem sucedidas nasceu a marca Maria Helena Misturinhas com cores exclusivas e uma proposta ecológica. As sócias da manicure e idealizadora do projetoRuchelle Crepaldi e Liliane Lelis, cuidam para que embalagem e composição tenham máxima qualidade. “Posso afirmar que apresentamos um produto diferente de tudo que existe no mercado nacional”, conta Ruchelle.

O lançamento dos esmaltes Maria Helena Misturinhas aconteceu no dia 3 de outubro, no salão de beleza NaBahia Arte em Cabelos, no bairro Higienópolis, SP, onde a manicure trabalha há 6 anos.
Além de lindas e exclusivas cores, a empresa oferecerá o serviço de Logística Reversa*, em que os consumidores poderão trocar as embalagens vazias por novos esmaltes. A preocupação com os recipientes usados faz parte do plano de logística reversa da empresa que, além de dar a destinação correta ao conteúdo que fica no final do vidro, também oferece aos seus consumidores uma redução no custo dos produtos.

Os clientes que juntarem cinco embalagens vazias podem ir até algum ponto de venda e trocar por um produto novo. Os vidros e tampas passam por um processo de limpeza de resíduos e são reaproveitados, o pincel é trocado. “Queremos nos antecipar aos projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados, mas, independentemente da resolução, a consciência de cidadania é que dirige nossa empresa” ressalta Liliane. “A Maria Helena quer fazer esmaltes com histórias e deixar marcas na história de recicláveis” completa Ruchelle.

Cores de Maria Helena Misturinhas Limitadas

Todos os esmaltes Maria Helena Misturinhas trazem cores exclusivas e hipoalergênicas. Os nomes têm tudo a ver com as cores e trazem um pequeno poema, como explicação para cada um deles. São oito cores e duas transparências: Helena Mega Brilho (transparente), Camélia (rosinha), Lawanda (lilás), Rosa Flor (pink), Bouquet (vermelho, levemente alaranjado), Felicidade (vermelho), Sonho (azul), Dom (grafite), Sucesso (dourado), Helena Base (base translúcida).


As embalagens dos esmaltes Maria Helena Misturinhas Limitadas, bem como as substâncias empregadas em sua fabricação, são resultado de dois anos de pesquisa. A coleção Origem é Tox Free, de acabamento fino e secagem rápida. Os vidrinhos possuem a tampa emborrachada, para não escorregarem das mãos. 
A exclusividade maior fica por conta dos pincéis, que são feitos com cerdas especiais, achatadas e chanfradas, para um melhor acabamento. Além disso, os vidrinhos possuem esferas de inox, para que a mistura do esmalte se dê de maneira homogênea, dentro da embalagem. Quando o produto acabar, basta trocar o pincel, pois os vidrinhos e as tampas são reaproveitáveis.
Além de vidrinhos muito simpáticos, cada cor vem com uma frase ou mensagem.

Onde comprar esmaltes 
Maria Helena Misturinhas

Por enquanto, é possível comprar os esmaltes de Maria Helena em 4 salões de beleza paulistanos e um site de vendas

Confira:

-L’Officiel: Rua Dr Mário Ferraz, 545, São Paulo
 – Itaim

-The Hair Club: Rua Carlos Steinen, 90, São Paulo
 – Paraíso

-Galeria: Rua Dr Mário Ferraz, 589, São Paulo – Itaim

-NaBahia: Rua Bahia, 778, São Paulo
 – Higienópolis

As compras online podem ser feitas no site www.infinitabeleza.com.br

O preço sugerido é R$21. 

A coleção Maria Helena Misturinhas é limitada a 500 frascos.

* O que é Logística Reversa?

A Logística reversa é a área da logística que trata, genericamente, do fluxo físico de produtos, embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até ao local de origem. A Logística reversa aborda a questão da recuperação de produtos, parte de produtos, embalagens, materiais, de entre outros, desde o ponto de consumo até ao local de origem ou de deposição em local seguro, com o menor risco ambiental possível. Assim, a logística reversa trata de um tema bastante sensível e muito oportuno, em que o desenvolvimento sustentável e as políticas ambientais são temas de relevo na atualidade.

É isso aí!

Gi Prado

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Formaldeído e Tolueno, você sabe o que são?

A mania pelos esmaltes multicoloridos tomou conta das mulheres e os fabricantes não param de lançar cores, texturas, brilhos e uma infinidade de nail products (produtos para unhas).

O problema é que tolueno, formaldeído e dibutilftalato (Dibutyl phthalate - DBP) são substâncias que ajudam o esmalte a manter seu brilho, consistência e fixação, mas também podem causar alergia!


As reações são diferentes para cada pessoa, mas segundo a Dra. Adriana Schmidt, alergista e professora colaboradora da Disciplina de Alergia da PUC – PR no Hospital Universitário Cajuru, a reação mais comum é a “dermatite de contato”, uma reação inflamatória na pele que pode ocorrer nas cutículas, e também nas pálpebras por causa do contato do esmalte com a pele fina e sensível dessas regiões.

- Tolueno

O tolueno ou metil benzeno é usado como matéria prima para fazer uma série de substâncias, dentre elas, detergentes, medicamentos, perfumes, TNT, esmaltes, entre outras.

É um líquido incolor com odor característico. Ocorre na forma natural no petróleo e na árvore tolu e também pode ser produzido durante a manufatura da gasolina e de outros combustíveis a partir do petróleo cru.Devido ao seu basto custo é utilizado no esmalte como solvente. É o causador de 95% das alergias ao esmalte.

- Formaldeído
O formaldeído ou metanal é um gás muito usado em produtos químicos. É utilizado de forma inapropriada para alisar cabelos, onde é conhecido como formol. Essa substância é extremamente tóxica e pode causar sérios danos a saúde.

No esmalte, o formaldeído está presente na resina, que tem por função dar aderência e durabilidade do produto.

E não é só nos esmaltes que essas e outras substâncias são encontradas; em maquiagens também existem muitos elementos que podem ser alérgicos e é preciso estar atenta pra não cair na malha traiçoeira da alergia...

Segundo matéria da Revista Isto É, empresas brasileiras começam a investir na criação de produtos de beleza sem substâncias que poderiam fazer mal à saúde. Nos EUA, campanha luta por opções mais naturais.

A leitura dos rótulos dos produtos tornou-se rotina entre os americanos que estão em busca de produtos com menos agressores toxicológicos. Esta leitura simples serviu como ponto de partida de um movimento que cresce nos Estados Unidos, a Campanha por "Cosméticos Seguros". A campanha defende o uso de menos componentes químicos e maior presença de ingredientes orgânicos nas fórmulas. Formado por uma coalizão de organizações ligadas a mulheres, saúde pública, trabalho, meio ambiente e direito dos consumidores, o grupo usa estudos científicos para denunciar que algumas substâncias utilizadas na fabricação de grande parte dos cosméticos são tóxicas, podendo causar disfunções hormonais, problemas no desenvolvimento e até câncer, se utilizadas em grandes quantidades. “Queremos convencer os políticos a criar novas leis sobre os cosméticos”, disse Stacy Malkan, a cofundadora do movimento, na matéria publicada na Revista.

Em um um outro post cheguei a comentar sobre os disruptores endócrinos, que estão presentes todo o tempo em nossas vidas e não nos damos conta. Hoje é a vez dos componentes que são agressivos à saúde e que estão presentes nos produtos de beleza.

Duas jornalistas americanas, Alexandra Spunt e Siobhan O’Connor, interessadas na "febre" dos cabelos lisos e brilhantes que tomou conta no Brasil e chegou aos EUA, foram fazer a experiência em um salão de Los Angeles. Tiveram reações de ardência na garganta, olhos lacrimejantes. Procurando na internet, descobriram que o grande segredo do alisamento não era a queratina, mas o formaldeído (formol).Alexandra e Siobhan fizeram uma extensa pesquisa sobre os componentes químicos dos cosméticos que tinham em casa. Depois, entrevistaram especialistas, a agência que regula a indústria da beleza no país, maquiadores e toxicologistas e descobriram que muitos dos produtos que adoravam e nos quais confiavam também tinham componentes considerados controversos. 

Este ano, lançaram nos EUA o livro “No More Dirty Looks” (em uma tradução livre, Visual poluído nunca mais), em que compartilham seus achados. “Nos demos conta de que, assim como nós não sabíamos, a maior parte das mulheres provavelmente não saberia também”, disse Siobhan em entrevista à Isto É. Elas deixam claro no livro que não têm a pretensão de fazer ninguém jogar fora aquele batom preferido ou desistir das luzes no cabelo. O objetivo é ajudar as consumidoras a minimizar os riscos e a fazer escolhas mais inteligentes. “Encorajamos as mulheres a se familiarizar com as listas de ingredientes e conferir os rótulos”, complementa Siobhan.
Tanto a Campanha por Cosméticos Seguros quanto o livro das jornalistas americanas alertam para o risco de substâncias como parabeno, 1,4 dioxano, oxibenzeno, ftalatos, tolueno e formaldeído, entre outros. Em geral, de acordo com os responsáveis pelo movimento americano, essas substâncias estão associadas a problemas que vão desde câncer até disfunção hormonal.
Fonte: Revista Isto É
Mas vamos ao que mais interessa: se você pinta as unhas e tem vermelhidão e coceira no pescoço, rosto e mãos, inchaço nas pálpebras dos olhos ou coceira nas cutículas, você pode ter alergia a esmaltes.
Mas não se desespere: existem marcas de esmaltes que já não incluem essas substâncias em sua fórmula, chamados de hipoalergênicos ou 3-FREE.



Argento: não contém dibutilftalato, tolueno e formaldeído.
Colorama: desenvolvidos sem tolueno ou formaldeído (exceto linha tratamento e Única Camada).
Derma Nail: todos livres de benzeno, tolueno, formaldeído e cobalto.
Impala: tem linha hipoalergênica com esmaltes livres de tolueno, formaldeído e parabeno.
Ludurana: não contém dibutilftalato, tolueno e formaldeído.
O Boticário: toda a linha é livre de formaldeído e tolueno.
Risqué: tem linha hipoalergênica livre de tolueno e formaldeído.
Top Beauty: tem linha hipoalergênica livre de tolueno e formaldeído.


A novidade da Beauty Fair deste ano foi os esmaltes à base de ÁGUA da Êxtase:




O esmalte sai com acetona ou água quente e a empresa garante que não sai no banho, somente sai se ficar de molho por algum tempo em água quente. Eles saem como um adesivo.

A grande novidade é que o esmalte à base de água pode ser utilizado por todo tipo de pessoa, inclusive crianças pequenas, pois além de hipoalergênico, ele é atóxico. Pena que as cores são meio “tinta guache”, mas dá pra fazer misturinhas entre eles e chegar a outros tons.

De acordo com a Êxtase, os esmaltes à base de água ainda não estão no mercado, mas devem chegar dentro de alguns meses – principalmente no nordeste, onde a marca já atua forte.


Nos EUA, Canadá e alguns países da Europa, o formaldeído é proibido, por isso marcas nacionais de peso lá fora vendem esmaltes hipoalergênicos, como a Orly (que tem loja virtual brasileira), Revlon, Art Deco, Bourjois, Mavala, MAC e O.P.I. – todas são encontradas no Brasil. Em São Paulo, as drogarias Onofre, por exemplo, vendem esmaltes Revlon, Mavala, Art Deco e Bourjois, com preços que variam de 20 a 60 reais.


Algumas marcas internacionais livres das substâncias mais tóxicas:

Barry M: não contêm tolueno, formaldeído e dibutilftalato.
Bourjois: sem tolueno e formaldeído.
Ciatè: não contêm tolueno, formaldeído, dibutilftalato e cânfora.
Dior: não contêm tolueno, formaldeído, dibutilftalato e cânfora.
Jordana: não contêm tolueno, formaldeído e dibutilftalato.
Mavala: não contêm tolueno, formaldeído, dibutilftalato, cânfora, parabenos e níquel.
Orly: livre de dibutilftalato, tolueno, formaldeído e resina de formaldeído.
Revlon: livre de formaldeído e tolueno.
Zoya: não contêm tolueno, formaldeído, dibutilftalato e cânfora.




Fique de olho: a Chanel, apesar de ser vanguarda nas cores, ainda não aderiu completamente à fórmula 3-FREE, algumas linhas ainda apresentam os componentes.
A Mohda, empresa brasileira, também lançou, na Beauty Fair, uma linha de esmaltes hipoalergênicos.



Outra solução para as alérgicas é a utilização dos adesivos (fiz uma postagem aqui sobre eles). São práticos, fáceis de colocar e podem durar até 10 dias nas unhas se tiver cuidado.

Quanto aos esmaltes, só é preciso fazer um teste em todas as marcas que for usar, porque sua alergia pode não ser ao tolueno ou ao formaldeído, você pode ser alérgica a outro componente de sua fórmula.

Se você não é alérgica, mas manifestar alguma reação estranha ao usar esmaltes 3-FREE, você pode ter sensibilidade às resinas utilizadas para substituir o tolueno, formaldeído ou DBP.

Não existe tratamento, a pessoa alérgica não pode usar mais esmaltes que não sejam hipoalergênicos, inclusive bases, pois estas possuem uma maior quantidade de resina (aumentando a aderência do esmalte).

O termo hipoalergênico pode ser atribuído àqueles produtos cujo baixo potencial alergênico é reconhecido e comprovadamente reduzido, em relação a produtos do mesmo tipo e de função. Eles devem passar pela aprovação da ANVISA.

Fique atenta a qualquer sintoma estranho. Coceira é o sintoma mais bobo que pode ocorrer. Se não cuidar, pode levar a uma interrupção das vias respiratórias e até mesmo uma anafilaxia.

É isso aí!

Gi Prado

Fontes: