Durante anos o gordo foi taxado de sem-vergonha, guloso,
come mais que a boca, entre muitos outros comentários engraçadinhos.
Se o gordo passou dois dias só comendo alface e no terceiro
ele come um prato de arroz com feijão sempre tem um engraçadinho que diz: “depois
não sabe por que engorda”.
Gordo baleia, saco de areia; rolha de poço; elefante; mamute; gordão; baleiote; e uma infinidade de apelidos carinhosos destinados aos seres com sobrepeso. Gordofobia não é crime, né?
Já há algum tempo que a sociedade tem consciência de que a
obesidade é problema de saúde mundial e não mais uma questão de falta de
vergonha na cara.
A questão é que a mesma sociedade que tem consciência, não
aceita o gordo, ou pior, ignora a sua existência.
Veja alguns exemplos:
Bares e Restaurantes
Delícia em uma noite quente de verão sair de casa, caminhar
até a praia e sentar para tomar um chopp nesses bares que têm mesa na calçada
ou até mesmo na orla, né? Só que não... o gordo, na maioria das vezes, caminha
até o bar e quando chega lá o mesmo é “mobiliado” com aquelas morféticas
cadeiras de plástico com braços.
Além de serem muito perigosas, não acomodam o gordo
confortavelmente, o que é, na minha opinião, um contrassenso, já que quanto
mais confortável o gordo estiver, mais ele consumirá e mais lucro o
estabelecimento terá.
Isso sem contar que sempre tem o engraçadinho que fica com o
celular pronto para gravar a vídeo cacetada quando o gordo arrebentar a cadeira
e se espatifar no chão.
Nos restaurantes a situação é pior. Quando a cadeira não é
de plástico ela é de metal mesmo, alumínio, mas adivinha só: elas têm braços!!!
Restaurante é lugar para comer. Gordo adora comer. Acomode
bem um gordo e você terá uma clientela grande e fiel. Lembre-se de que o gordo
é praticamente um cartão de visitas para qualquer estabelecimento alimentício.
Gordo gosta de comer bem, não come em lugar ruim!
No Ônibus
Sim, eu sei que os ônibus têm acento para obesos. Mas e a
catraca? Acha legal o gordo ter que passar na catraca se espremendo e ser
motivo de chacota da moçadinha geração saúde e sem educação? Isso falando de
ônibus municipal.
E as viagens intermunicipais? O gordo precisa de uma
poltrona dupla. Eu mesma quando viajo de Santos para SP de ônibus compro duas passagens.
Mas isso é possível porque trata-se de uma passagem barata. E se a viagem for
longa e cara? O gordo tem que comprar duas passagens?
Nas Vans
Subir na van é sempre um momento tenso. O degrau é gigante e
além de gorda ainda tenho um problema sério no joelho esquerdo, que me tira
toda a forca da perna. Içar este corpinho com peso de 3 dígitos em uma perna só
não é nada fácil. Sem contar aquela vergonha que bate na gente... Nem todos os
locais possuem aquele “degrau ou banquinho” que nos ajuda a subir e a tarefa torna-se
insana, dolorosa e muito constrangedora. Na foto, até a magérrima Ana Paula Arósio precisou de um banquinho...
Uma vez dentro da van, sempre torço para
ser uma das primeiras a entrar, porque evidentemente ocuparei o lugar de dois!
Mas esse ponto não é complicado somente para nós de
sobrepeso. Já vi muitos idosos sofrerem muito para entrar no transporte.
Cinemas e Teatros
Apesar de haver uma lei que prevê a necessidade de assentos
para obesos em tais lugares, nem todos os cinemas e teatros possuem as cadeiras
próprias para os avantajados. Quando existem, elas ficam nas pontas piores,
dificultando a visualização do espetáculo. O gordo não pode escolher seu lugar.
Não seria melhor se os teatros e cinemas possuíssem cadeiras
mais largas para todos? Sem braços? Ou então, duas fileiras destinadas aos obesos, sei lá,
alguma forma que facilitasse e colocasse o gordo em pé de igualdade com os
demais espectadores.
No Teatro Paulo Autran Sesc Pinheiros, tem esta poltrona para obeso. A distância entre braços é maior que o assento comum. Duas “abas” laterais fixas ampliam a largura do assento. O encosto é da mesma largura que o assento comum. Mais uma mostra de respeito com os obesos. Todos poderiam seguir o mesmo exemplo, né? Não só teatros, mas restaurantes, aeroportos, aviões, ônibus, cafés, etc.
Na praia
E quem não gosta de tomar um sol, aproveitar uma praia? O
obeso também gosta!
Mas tem só um probleminha: Onde sentar??? As cadeiras de
praia são estreitas, com braços...
Alguém aí poderia inventar uma cadeira de praia (que seja
fácil de carregar, claro) sem braços???
Como vocês podem observar, o problema não é difícil de ser
resolvido. O gordo só precisa de espaço. Tirem os braços das cadeiras e
poltronas e metade dos problemas estarão resolvidos.
Sempre me pergunto, quando entro em ônibus ou avião, qual a necessidade do braço que fica grudado na parede da janelinha... Ele só ocupa espaço e diminui ainda mais o espaço de cadeira para o gordo.
Olha só estas poltronas que interessantes. Não podria ser assim nos aviões e ônibus?
Diminuam a altura dos
degraus e mais uma parte do problema se soluciona...
Na próxima postagem, o gordo no avião!
Essa vai ser da pesada.
É isso!

































O computador e a internet, que tanto contribuíram para a evolução da educação, agora tornam tudo mais fácil. Dá a impressão que os alunos aprendem o “ctrl c” / “ctrl v” antes mesmo de aprenderem “O bebê baba”, ou como alguns preferem dizer, “O beabá”.
Mais do que ter um tema, o aluno precisa de orientação, que muitas vezes não vem como ele necessita. Sua defasagem data da época de sua alfabetização e nunca nenhum professor parou para ensiná-lo como "fazer" um trabalho, como pesquisar, entender e transformar em um texto de sua própria lavra. É quando o TCC se transforma em um monstro pronto a abocanhar a mão do nosso personagem de hoje: o aluno. Passei a me especializar cada vez mais neste tipo de orientação e hoje suponho que tenho discípulos muito satisfeitos com o trabalho que venho desenvolvendo desde 2007 com alunos da Baixada Santista.

Outro perigo que ronda os alunos de graduação é a compra de Trabalhos prontos. Basta digitar no Google "Monografias prontas" que aparecem 85.000 resultados. SIM! 85 mil! Trabalho fácil, o vendedor de monografias, o criminoso, lucra muito nas costas do aluno; nunca poderá ser denunciado caso o aluno seja reprovado, pois o aluno infringiu a lei ao comprar uma monografia e sairá satisfeito, pois nunca será descoberto. Uma contravenção que é mascarada por outra: a do aluno. E o pobre docente acha que sua monografia é inédita. Ele paga, no mínimo, 800 reais só pela "pesquisa", fora a formatação que custa por volta de 10 reais por página. Se quiser revisão de gramática e ortografia o preço pode chegar a R$ 5 mil reais o pacote como já soube de alguns casos. Ele paga por um trabalho e acredita que ele é único! Doce ilusão. Eu soube de um caso, aqui em Santos, que dois alunos de Universidades diferentes, que não se conheciam, apresentaram o mesmo trabalho. Eram idênticos e conservavam até com os mesmos erros de português. Ambos os trabalhos foram apresentados no mesmo semestre. Qual foi o azar dos alunos? Um dos membros da banca participava das duas bancas. Pobres alunos... Nem preciso dizer o que aconteceu a eles.
Muitas histórias já viraram lenda no perigoso mundo dos plágios. Um juiz de direito perdeu sua carteira da OAB por cometer o crime de plágio na dissertação de mestrado. Houve o caso de alunos que compraram monografias trazidas de outros países da América Latina e apenas foram traduzidas para o português. Foram pegos por um pequeno deslize de tradução: Traduziram "rato" (momento, instante em espanhol) por rato (o animal). Bem, não teve como esconder que tratava-se de uma cópia mal lavada de um trabalho em espanhol. Teve até um caso de um sujeito, na USP, que trouxe sua dissertação diretamente dos EUA. Traduziu e encaminhou para banca. Um trabalho inédito, trazido por ele próprio, traduzido por ele mesmo. Não teria erro. Ninguém o pegaria! Seu azar? O membro principal de sua banca fora membro da banca do original lá nos EUA. Azarado é pouco!
O que eu quero dizer é que muitas vezes o aluno envereda por este caminho por ingenuidade, por não saber como deve ser feito o trabalho de pesquisa, por desconhecer as normas de citação de fonte. Muitas vezes o aluno não recebe o suporte que espera de seu orientador, que muitas vezes por falta de tempo e acúmulo de trabalho acaba deixando "correr frouxo". O orientador acha que o aluno já sabe o que deve ser feito, o aluno não aprendeu como fazer e tudo transforma-se em uma enorme bola de neve.
Todo trabalho acadêmico segue normas. Estas são ditadas e organizadas pela
Nessa ocasião, muitas são as questões levantadas:
A ABNT (entidade na qual sou licenciada) é a única e exclusiva representante no Brasil das seguintes entidades internacionais: ISO (International Organization for Standardization), IEC (International Electrotechnical Comission); e das entidades de normalização regional COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e a AMN (Associação Mercosul de Normalização).
Todo trabalho acadêmico, seja ele para obtenção de créditos em uma disciplina, trabalho de conclusão de curso, dissertação (Mestrado) ou tese (Doutorado), respeitando-se os vários níveis de investigação, baseia-se em estudos realizados por outros autores. Porém, a citação das obras consultadas se faz obrigatória na lista de referências e, quando necessário, também no próprio texto, conforme as normas de Citações descritas no manual de Formatação já mencionado.

Independentemente do suporte utilizado para disseminar essas informações, seja ele material impresso, CD-ROM, fotografia, Internet, e outros, a não citação da fonte pesquisada fere a lei dos Direitos Autorais nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 e prevê pena de detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano ou o pagamento de multa de acordo com a legislação CF/88 art. 5º, XXVII, art. 184 do Código Penal. Além disso, o aluno estará sujeito às Sanções Disciplinares da Faculdade em que estuda.
É isso aí!